Arquivo de A descoberta da sensualidade nos quadrinhos

Lápis online…e nankin também

Posted in Quadrinhos Eróticos with tags , , , , on Julho 3, 2008 by Brunno Stella

O mundo virtual dos desenhos eróticos está abrindo as portas para novos talentos. Está mais que comprovado. É só conferir os acessos e a grande procura nos programas de busca. Todo link é válido, mesmo quando a qualidade não é das melhores. Mas o tempo deve ajudar. É evidente que a nova linguagem não será idêntica à dos antigos quadrinhos. Estamos em plena era da web 2.0 e surgem diariamente novas animações elaboradas com novos e sofisticados recursos gráficos.

Não podemos nos restringir apenas à banda erótica na web. O explícito nem sempre é o mais erótico e o erótico nem sempre precisa ser explícito. Portanto: asas à imaginação e à criatividade. Vamos em busca de novos links e informações que proporcionarão o desenvolvimento de novos talentos. Enquanto isso, como não temos acesso à todas inovações, continuamos trocando figurinhas nos blogs mais quentes ou diferenciados na web. Vamos distribuindo links e encontrando boas falas, mesmo que seja aos poucos, em nosso restrito e contido cotidiano. Enquanto isso podemos revisar os melhores artistas dos quadrinhos, do tempo em que os desenhos ainda eram feitos  à lápis.

 

Alex Raymond foi um artista que marcou época, tendo emplacado quatro grandes sucessos do mundo dos quadrinhos: Flash Gordon, Nick Holmes, Jim das Selvas e o Agente Secreto X-9.
Dono de um traço único e estilo clássico, Raymond chegou a antever o futuro nas páginas de Flash Gordon, com a criação da mini-saia, desenhos de foguetes que seriam estudados pela Força Área Americana devido ao seu design, e outras idéias que viriam a tornar-se realidade nas mãos da NASA.
  

“Mas foi com Flash Gordon que Raymond atingiu o sucesso absoluto. A tira, futurista, narrava as aventuras de Flash, sua namorada Dale e o professor Zarkov, no planeta Mongo, contra a cruel tirania do imperador Ming. Flash Gordon pouco tinha de ficção científica, servindo mais de desculpa para Raymond exercitar sua imaginação apocalíptica.Flash Gordon transformou-se num sucesso pela beleza do estilo de Raymond, cujos desenhos – limpos e claros -pareciam ter se inspirado nas pinturas de Michelângelo. E se em Flash Gordon a eterna luta entre o bem e o mal se manifesta de maneira simplória, com uma história que não era lá essas coisas, a concepção plástica da mesma compensava tudo.”